Participe da Mobilização Municipalista, dias 11 e 12 de agosto, última chance de aprovar resposta a pautas-bomba antes das eleições
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) realiza, nos
dias 11 e 12 de agosto, Mobilização Municipalista em Brasília com objetivo de
aprovação de propostas que fortaleçam o caixa dos Municípios para enfrentamento
das pautas-bomba. Os deputados federais e senadores farão um esforço
concentrado de votações na segunda semana de agosto. A intenção do movimento
municipalista é garantir a aprovação de emendas à Constituição antes das
eleições gerais, em outubro.
“É essencial a presença dos gestores em Brasília para que
o Congresso se sensibilize com a situação dos Municípios. Só quem vive essa
realidade no dia a dia sabe da dificuldade para fechar as contas. Nunca vi um
cenário tão grave quanto o atual para as finanças públicas municipais. O
impacto de propostas que aumentam pisos salariais e outros benefícios sem
estabelecer de onde virá os recursos é bilionário. Esse cenário coloca em risco
a oferta de serviços públicos para a população”, alerta o
presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.
Entre as medidas aprovadas em 2026 que agravam a situação
dos Municípios estão o piso do magistério, com previsão de R$ 8 bilhões de
impacto; e a concessão de benefícios para agentes comunitários de saúde e
endemias, que podem resultar em déficit de R$ 70 bilhões nas contas públicas
locais.
Diante desse cenário, uma das prioridades do movimento
municipalista é a aprovação da PEC 253/2026, que permite que entidades
municipais com representação nacional ingressem com Ação Direta de
Inconstitucionalidade (ADI) e Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) no
Supremo Tribunal Federal (STF). A PEC aguarda aprovação no Plenário da
Câmara.
Outra proposta prioritária é o adicional de 1% do Fundo
de Participação dos Municípios (FPM) em março. O pleito está previsto nas PECs
231/2019 e 25/2022, que tramitam em conjunto. Elas foram aprovadas na Comissão
Especial da Câmara destinada à análise da matéria e precisam ser analisadas
pelos parlamentares no Plenário.